A LA CPRM SP
Uma nova modalidade de burlar a lei pode ter sido criada na CPRM SP. E, a bem da verdade, se for o caso, com uma incrível criatividade.
Lá pelas tantas, resolveu-se aprimorar o sistema de alarme na Litoteca de Araraquara. Seriam instaladas cerca elétrica e câmeras de monitoramento.
Excelente iniciativa e realmente necessária. Mas, convenhamos, algo extremamente simples. Em qualquer cidade de porte médio do estado de São Paulo (e outros) encontram-se empresas aptas a fornecer os equipamentos necessários e instalar os mesmos.
Evidentemente que, na cidade de Araraquara, dezenas de empresas estão aptas a executar tais serviços.
De qualquer forma, seja qual tenha sido a modalidade de licitação que foi utilizada para a instalação deste sistema na Litoteca de Araraquara, nenhuma empresa da cidade participou.
No mínimo é estranho, pois uma empresa que vem de outra cidade teria que acrescentar em seu orçamento, além dos custos de equipamentos e instalação, um custo adicional de despesas de viagem e estadia.
Poderia ter havido um custo menor para este serviço. Mas o fato é que uma empresa da cidade de São Paulo foi a escolhida.
Logo, aos custos de equipamento e instalação foram acrescentados custos de viagens e estadias.
Menos mal que a “equipe” de instalação era constituída por uma só pessoa. Por sinal, o “diretor” da empresa, provavelmente o único funcionário.
Os tempos passaram e o sistema de monitoramento e a cerca elétrica não ficavam prontos. Os equipamentos tinham sido pagos (será?), mas os serviços de instalação estavam longe disso. E não havia mais dinheiro da verba prevista (onde foi parar?).
Para resolver esta “pequena questão”, isto é, como fazer para que o serviço já pago fosse concluído, a saída foi genial: contratou-se o “diretor” da empresa como motorista (terceirizado pela BK Consultoria) para que o serviço fosse concluído pelo mesmo.
E mais: na fase inicial, o “diretor” era auxiliado por uma senhora que dizia ser sua esposa. Mas na “nova fase”, como ela não poderia ir pois ele estava a serviço da CPRM, arrumou-se um funcionário, também terceirizado, para que o “diretor” fosse auxiliado pelo mesmo.
Em resumo: o “diretor” que não concluiu o serviço passou a ganhar salario, diárias, despesas de viagem e um auxiliar. Tudo pago pela CPRM.
Mesmo assim, até hoje a cerca elétrica não foi concluída.
Mas foi paga. E não apenas uma vez...